Rede social de sexo revela fetiches mais buscados por brasileiros

A Sexlog, maior rede social de sexo da América Latina, revelou em pesquisa os termos mais buscados e acessados do serviço, separados por estado. Em todos eles, a palavra “corno” aparece com número significativo de buscas. Nos sul e sudeste do país ocupa o primeiro lugar no ranking. O termo é um indício de que o sexo a três é o fetiche principal dos homens, ou seja, está entre os fetiches mais procurados.

Para a sexóloga Lelah Monteiro, um dos motivos por essa palavra estar entre as primeiras é que, além de sexo a três ser uma fantasia, muitos dos homens passaram a admitir o prazer que têm em ver a mulher com outros, sejam desconhecidos ou amigos. Este tipo de tara tem se tornado popular em outros países também, que em inglês já ganhou um termo próprio: “Cuckold”. No Sexlog, a maioria dos perfis é de casais, que assumem o relacionamento aberto e se exibem nas câmeras ao vivo apenas para o prazer.

Do lado feminino, o principal fetiche segundo as buscas, são homens bem dotados. Assim como “corno”, esse termo está presente nas buscas de todos os estados. “O tamanho do pênis sempre foi um tema que rende discussões. Ainda que sempre se bate na tecla de que tamanho não é documento, a palavra é um indício de preferência e curiosidade dos brasileiros”, explica a sexóloga.

Os usuários do Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará têm preferência por pessoas mais velhas. “Coroa” aparece entre as 10 palavras mais buscadas apenas nesses três estados. Os cariocas também dividem a preferência pelas “gordinhas” com os usuários do Piauí. Já no Distrito Federal, Amapá e Roraima a busca por usuários negros encabeça a lista.

Para a sexóloga do site, essa mistura de palavras e preferências é um indício de que hoje as pessoas estão mais livres para assumirem quem são e encontrarem indivíduos que gostem das mesmas coisas, dividindo experiências. “Serviços como o Sexlog ajudam a levantar debates sobre liberdade de comportamento e a tratar de tabus, como tamanho do pênis e o medo de ser corno. O resultado disso é sempre positivo”, conclui Lelah.